Satisfação versus frustração

Se a vida fosse somente calmaria em alto mar e o barco estivesse sendo tocado pelo vento, não sairíamos do lugar. É preciso agito… É preciso que os ventos mudem de direções para que nós também possamos buscar soluções criativas. A frustração, embora nada agradável e confortável, pode ser uma grande aliada para estímulos de nossa criatividade. Descobrimos o quanto somos capazes e conseguimos medir o nosso potencial em gerar novos estímulos, que nos vai dar o prazer de entender ou sentir o quanto somos criativos e capazes.

Frustração é um substantivo feminino que nomeia o ato ou o efeito de frustrar-se por não ter o seu desejo satisfeito. Enquanto a satisfação é o ato ou efeito de satisfazer (-se); contentamento, prazer advindo da realização do que se espera, do que se deseja. Dessa forma, quando a expectativa é frustrada pode-se muitas vezes despertar uma vontade de mudança e se transformar em impulso para novas ações.

Sabe aquela sensação de incapacidade que sentimos diante de momentos difíceis que tivemos, e que geraram em nós sentimentos de desgosto?! Ou quando estamos diante de obstáculos difíceis de ultrapassar, que nos impedem de chegar onde desejamos?! Ou, ainda, todas as vezes que criamos expectativas em relação a algo ou alguém, e acabamos nos decepcionando, desapontando ou desiludindo…

Pois é… Quando passamos por essas situações que nos impedem de realizar aquilo que desejamos, ou identificamos um erro entre aquilo que planejamos alcançar e o que realmente aconteceu, gera em nós uma grande insatisfação, despertando o sentimento de frustração. Esse sentimento está diretamente ligado às situações nas quais a gente acaba gerando expectativas! E, quanto maior elas se mostrarem, maior será a frustração, levando-nos a sermos rudes, ferindo outras pessoas com gestos e/ou palavras.

A frustração se expressa de várias formas, sendo o sentimento de raiva uma delas. Sabe aquele conselho antigo de que quando estamos frustrados (as) à rompante de raiva, que antes da gente explodir, que contemos até 10?! Então, essa é uma boa pedida! Porque é o tempo necessário para liberarmos no cérebro as químicas para mantermos o nosso controle emocional. Respire! A respiração levará oxigênio ao cérebro, liberando a química para o equilíbrio.

Quando vivemos situações que geram em nós sentimento de frustração, expressamos esse sentimento através da raiva. Em nosso cérebro, nesse momento entra em ação a amigdala, presente em nosso sistema límbico (parte do cérebro onde se processam as emoções). A amígdala recebe estímulos e ativa o hipotálamo, responsável por ligar o sistema nervoso ao sistema endócrino. Nesse momento, as glândulas suprarrenais são ativadas pelo hormônio adrenocorticotrófico. Então, as glândulas suprarrenais vão começar a secretar hormônios do estresse como cortisol, adrenalina e noradrenalina.

Lembrando que muito cortisol diminui a serotonina, que é o hormônio que faz a gente feliz. A diminuição na serotonina pode fazer você sentir raiva e dor com mais facilidade, bem como aumentar o comportamento agressivo, gerar insônia, medo, aumentar o estresse, a desconfiança, a incerteza, além de diminuir a vitamina D, gerar falta de oxigenação celular, diminuir a capacidade do seu sistema imunológico e levar à depressão.

Sempre que você perceber que o seu humor está mudando, e que algo esteja frustrando você, pare, respire, mude o foco. Pare de fazer o que você estava fazendo no momento do sentimento de frustração. Faça outra coisa, como ouvir uma música, por exemplo, ou observar um jardim, ou uma árvore, um pássaro cantando, ou qualquer coisa bacana que tire você do foco em que estava…

Comece a dar estímulos positivos ao seu cérebro, falando mentalmente, por exemplo, o quanto você é grato ou grata pelo dom da sua vida! Porque, mesmo em situações de frustração, você só está sentindo devido ao fato de estar vivendo. Então, agradeça sempre! Transforme o sentimento de frustração por algo que te deixou triste, em força de satisfação, gerando impulso para novas ações, vontade de mudança.

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